Com certeza, a mente humana é a maior riqueza e a maior pusilanimidade que teremos na vida. Sucessos e fracassos atacam o centro, e sem saber lidar com o passado, o presente e o futuro, o indivíduo fica à sua própria mercê: Como dito alhures, nada nem ninguém tem tamanha faculdade de atacar o individuo em seu singular do que ele mesmo.
Um personagem já abordado neste meu espaço, qual seja, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é um exemplo maior, de quando uma pessoa se corrói de dentro para fora, e utilizo uma citação publicada por Gilson Caroni Filho, de Freud em seu livro “Luto e Melancolia”, sobre melancolia, que se caracterizaria “por uma depressão profundamente dolorosa, uma suspensão do interesse pelo mundo externo, diminuição do sentimento de auto-estima e inibição de todas as atividades.”
Falar mal de Fernando Henrique Cardoso a esta altura dos acontecimentos, remete a chutar cachorro morto, tendo em vista que os companheiros de militância política do ex-presidente o tratam como o incomodo parente que vive escondido num cômodo obscuro pela vergonha que causa à família.
Ocorre que o personagem central desta fábula, andou a publicar textos em jornais defendendo que o Governo Lula tem em seu sucesso a causa de suceder o Sociólogo que em suas obras defendia a subordinação do Brasil aos Estados Unidos como solução para o desenvolvimento. O ex-presidente em nenhum momento fala da questão de Chefia de Estado, exercida por ele como quem não respeita a sua própria língua, e tira os sapatos em submissos vexames. Também não fala de crescimento econômico, nem em enfrentamento de crises.
Outrossim, a quantidade de deturpações da realidade que foi capaz o personagem, demonstram um sentimento profundo de solidão e de culpa, e principal, de inveja. A maior dor do personagem é perceber que em verdade gostaria de ser o apedeuta por ele sempre desprezado, tratado como gente pequena.
A verdade, é que com certeza, o Governo Lula não teria sido o que foi sem Fernando Henrique Cardoso. Não pelos seus méritos, mas sim por suas falhas, incapacidades, por este ter sido um presidente que sofreu de oligofrenia administrativa: debilidade, imbecilidade e idiotia.
O argumento da oposição não possui base em fatos, mas em ilusões. Já defenderam que o Governo Lula utilizava a política macroeconômica e fiscal do Governo FHC – uma grande deturpação, pois a incompetência do Governo PSDB fez com que o Brasil se curvasse ao FMI mostrando o reto para o povo – Conseguiram que nosso país perdesse a soberania – A dita política do PSDB foi aplicada mediante imposição de credores – que após o governo do metalúrgico se tornaram nossos devedores…
Outras deturpações são visíveis. Fala-se das privatizações como algo positivo – quando o factual demonstra o contrário. Só no ínterim de telecomunicações e mineração, pagamos a 2ª tarifa de telefonia mais cara do mundo, enquanto estas lucrativas empresas são líderes de reclamações de consumidores, e se furtam de investir segundo os interesses do estado, firmados em contrato; A Vale do Rio Doce anda recebendo investimentos que correspondem a 0,5% do seu valor de mercado, e que nominalmente equivalem ao seu valor de venda nas privatizações dividido por seis – que a toda industria ocorreram no “limite da irresponsabilidade”.
O nefasto nas privatizações vem no ultimo exemplo citado, principalmente por a empresa investir no lucro imediato, nas exportações de minério de ferro, e não agregar valor com o trato siderúrgico, que reclama investimento, e dá lucro a longo prazo – mas cria empregos e desenvolvimento.
Fernando Henrique Cardoso merece solidariedade e respeito, pois até mesmo a crise de seus sonhos, foi um meio de glorificar a intervenção do Estado na economia, com os investimentos recordes das estatais movimentando a industria, com os bancos públicos suprindo a falta de oferta de credito, com o BNDES tendo em sua atuação polemica se tornado o terceiro maior banco de fomento do mundo. Enquanto isso, o único período dos dois séculos de história do Banco DO Brasil em que este não gerou lucros, foi com o Presidente que não assume os filhos.